Inteligência: O verdadeiro significado do “cérebro de passarinho”

InteligA inteligência é algo difícil de definir. Os gorilas e os golfinhos estão entre os animais considerados mais inteligentes, já as aves, são conotadas com “cérebros de passarinho” ou “de galinha”.

As aves têm graus de inteligência diversos. Como grupo são consideradas mais espertas do que os répteis, mas menos do que os mamíferos. Entre as aves de estimação, os papagaios cinzentos são tidos como os mais inteligentes, mas de todas as aves, são os corvos que obtêm melhor classificação nos testes. Entre as aves estudadas, são os galináceos que obtém um desempenho mais fraco, mas os estudos neste campo são bastante mais limitados do que a investigação feita, por exemplo, em primatas.

A verdade é que o cérebro de uma ave é mais complexo e surpreendente do que se pode esperar. Capazes não só de imitar, mas também expressar sentimentos, identificar milhares de companheiros e esconderijos e utilizar ferramentas, as aves são animais fascinantes que dão outro sentido à expressão “cérebro de passarinho”.

Anatomia do cérebro

As aves têm um cérebro relativamente grande quando comparado com o tamanho da cabeça. Em proporção com o corpo, os corvos têm uma correspondência semelhante à dos golfinhos ou gorilas e muito próxima da dos humanos.

Aparentemente, as aves usam uma parte diferente do cérebro como base da inteligência, parte essa que não é usada pelos humanos.

Contar

A capacidade de contar é tida como demonstração de inteligência. Neste sentido, foram mostradas a várias aves um cartão com um determinado número de pintas, que as aves tinham de relacionar com uma taça de comida com uma marcação idêntica. As aves conseguiram contar no máximo até seis.

As aves mantêm também a contagem dos seus ovos debaixo de olho. É por esta razão que os Cucus, que não chocam os próprios ovos, retiram um ovo de outro ninho antes de colocarem o deles.

Uso de ferramentas

Muitas aves usam objectos para conseguir comida. Entre as mais habilidosas estão os corvos que são capazes de manipular paus para extrair insectos de locais onde não chegam com o bico e usar uma rocha para martelar uma noz. Um espécie de garça, Butorides striatus, é também conhecida por usar iscos na pesca. Outras aves também utilizam ferramentas e algumas chegam a moldar paus para as adequar ao seu objectivo.

Memória

Um teste feito em gralhas demonstrou que estas aves têm uma boa memória. As gralhas conseguiram encontrar bolotas que tinham escondido um ano antes. Na natureza, uma espécie de corvos norte-americanos recolhe em média 30 mil pinhas por ano durante três semanas em Novembro e enterre-as num território de 300 km2. Nos oito meses que se seguem consegue recuperar mais de 90% delas, mesmo estando as bolotas completamente cobertas por neve.

Comunicar

A capacidade de imitação da voz humana é talvez aquilo que mais nos fascina nos papagaios. A investigação de Irene Pepperberg da Universidade do Arizona veio defender que a imitação da voz humana nos papagaios não é algo sem sentido.

Alex, um Papagaio Cinzento, foi ensinado a dizer mais de 100 palavras, a reconhecer formas e cores e mais impressionante ainda a usar as palavras de forma a expressar os seus sentimentos. Alex era capaz de usar a palavra “quero” conjugada com uma palavra para comida ou objectos e também a palavra “não” para expressar quando não queria algo.

Originalmente publicado na Arca de Noé: Fonte
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