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Manusear um Réptil: Dicas e Cuidados

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Os répteis são animais não domesticados que toleram viver em espaços criados para eles com condições semelhantes ao seu habitat natural. Regra geral, os répteis preferem passar despercebidos ao dono do que serem manuseados. Contudo, alguns répteis chegam mesmo a reconhecer um ou outro humano e a interagir com ele.Existem várias famílias e muitas espécies de répteis, mas cada animal tem a sua personalidade. Nunca compre um réptil a pensar que o irá manusear. Embora algumas espécies tolerem melhor o contacto com os humanos, como por exemplo o Dragão Barbudo, existem sempre excepções. Ao comprar um réptil informe-se primeiro acerca do carácter da espécie e depois acerca do caracter do indivíduo junto do criador. Ninguém melhor do que ele para escolher os melhores exemplares para animais de estimação para donos inexperientes.

Existem razões válidas para tentar interagir com o seu animal, para além da recompensa de confiar no seu réptil e de ele confiar em si. Os donos devem examinar os répteis regularmente, para despistar problemas de saúde, e isto pode implicar ter de os manusear. Pode ter de levar o réptil para o veterinário e ter de o mudar de compartimento, por exemplo, e é sempre melhor ter a confiança do seu animal, sobretudo para que este se sinta seguro e não entre em stress.

Primeiros avanços

Os répteis precisam de tempo para se ajustarem a novos ambientes e é frequente entrarem em stress quando são mudados de terrário. Se comprou um réptil, dê-lhe no mínimo uma semana para se ambientar. Depois comece de forma calma e progressiva a interagir com ele. Apesar das escamas, os répteis são capazes de sentir perfeitamente quando alguém lhes toca. Para um réptil, ser tocado é o mesmo que o seu disfarce ter sido descoberto, por isso é absolutamente necessário que aja de forma controlada e pausada.

Pequenas carícias são boas formas de iniciar a interacção com o réptil. Não se aproxime de cima, mas sempre dentro do campo de visão do animal. Esteja atento ao comportamento do animal e se necessário use luvas protectoras numa primeira fase.

Pegar num réptil

Para pegar num lagarto, deve segurá-los pelos ombros e anca ou base da cauda. Levante-o cuidadosamente para não magoar as unhas (caso as tenha). Ao pegar no animal deve suportar todo o seu peso.

Apenas levante o réptil quando sentir que o está a agarrar de forma adequada. Caso o animal barafuste, pouse-o com calma, nunca o largue no ar, pois quedas para o chão podem ter desfechos desastrosos.

Como os lagartos são animais relativamente activos pode oferecer-lhes o dedo ou a mão para treparem.

No caso das cobras, introduza as mão no terrário e deixe a cobra explorar os seus braços. Não a prenda, nem aperte. Quanto mais liberdade de movimento lhe der, menos ameaçada ela se sente.

As tartarugas não gostam de ser pegadas do chão e podem mesmo entrar em pânico. Se for necessário pegar nelas, coloque um dedo por baixo da carapaça e outro por cima. Mas a melhor forma de transportar tartarugas é conduzi-las para uma caixa e transportá-las dentro desta.

Já os anfíbios não devem ser manuseados. A pele destes animais é permeável e sensível. O ideal será utilizar luvas de latéx molhadas por fora, mas é difícil segurá-los desta forma.

Regras de ouro para manusear répteis

  • Não pegar pela cauda – muitos lagartos conseguem desprender a cauda e fugir. A cauda geralmente volta a crescer mas geralmente com limitações. Muitas vezes é mais pequena e com menos mobilidade.
  • Não se aproximar por cima – os lagartos são atacados por cima, daí a existência de um terceiro olho, que lhes permite captar variações na luz. Ao aproximar-se de um lagarto por cima, o animal vai associá-lo a um predador.
  • Não ter cheiro de presas – As cobras têm um olfacto muito apurado e se cria alimento vivo para elas ou se tem ratos como animais de estimação, a cobra pode assumir de que a sua mão se trata de um rato e atacar.
  • Lavar as mãos – Os répteis podem transmitir doenças aos humanos se estes não tiverem cuidados higiénicos. A salmonela pode ser contraída se durante o manuseio de répteis ou depois se levar as mãos à boca, por exemplo, sem as ter previamente lavado.
  • Não dar beijos a répteis – Pela mesma razão anteriormente apresentada.
  • Não transportar o réptil perto da cara – Os répteis não são animais domesticados e apesar de poderem ser manuseados têm uma tolerância limitada em relação ao dono. Todos os répteis podem atacar, sendo que as cobras, as Iguanas e tartarugas podem deixar marcas no dono.
  • Não virar o animal ao contrário – Respeite a natureza do animal. Se já é estranho para um réptil descolar do chão por estar a ser pegado pelo dono, será causa de stress se o virar de barriga para cima ou efectuar qualquer outra manobra que ele não consiga fazer na natureza ou apenas faça em situação de desespero.
  • Não apertar – A restrição dos movimentos é, do ponto de vista dos répteis, morte certa por um pedrador. Quando apertados, os répteis tentam-se libertar e para isso usam todas as “armas” que têm disponíveis, dentes, unhas, força, etc.

Cuidados especiais

Depois de ganhar a confiança do seu réptil, não exagere no tempo de manuseamento. Aprenda a reconhecer os sinais de stress ou desconforto e devolva o animal ao terrário, de preferência antes de ele os evidenciar.

Tenha noção que manusear um réptil é um privilégio e não um dado adquirido. Vários indivíduos, mesmo criados em cativeiro são demasiado ariscos para se deixarem manusear sem se defenderem.

Originalmente publicado na Arca de Noé: Fonte
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