Mutações – O nascimento de novas cores

MutaAs mutação são a base da evolução animal, sendo que a cada alteração na estrutura genética, o indivíduo torna-se mais ou menos adaptado ao seu meio natural. Caso seja bem sucedida, essa alteração será passada aos filhos, desde que a mutação não afecte a sua capacidade de se reproduzir.

Nas aves, os criadores gostam de explorar as mutações de cor, de forma a obter o mais belo padrão ou tonalidade.

Na natureza, a cor das aves está perfeitamente adaptada ao meio, funcionando por vezes como camuflagem, outras como ritual de corte. A Arara está integrada nas florestas tropicais cheias de cor e densamente arborizadas, mas se fosse introduzida em regiões de vegetação rasteira seria uma presa fácil para outras aves e mamíferos.

Isto não quer dizer que só haja uma cor/padrão para cada espécie na natureza. As mutações podem ocorrer em qualquer indivíduo, contudo se não for uma mutação que traga vantagens em termos de sobrevivência, o animal é quase sempre predado antes de poder passar as suas características para a próxima geração, resumindo a história da mutação a uma experiência curta que não deixou frutos. Mas como o planeta está em constante mudança e o habitat das aves pode sofrer alterações drásticas, as mutações de cor podem ser determinantes para a sobrevivência da espécie.

Mas nem todas as colorações resultam de uma mutação genética, sendo que muitas vezes, uma selecção cuidada com base na cor, permite obter exemplares com tonalidades mais vivas ou mais escuras.

Na avicultura, o canário é provavelmente uma das aves com um maior leque de cores. Existe mesmo uma subdivisão na criação de canário, que diz respeito aos canários de cor.

Algumas cores encontradas nas aves são facilmente identificáveis: preto, vermelho, castanho, amarelo, branco, etc, correspondem às cores a que estamos habituados. Contudo existem mesmo assim termos específicos ligados à cor e padrão das aves.

Descodificar alguns termos:

  • Lutino – A ave é de um amarelo rico sem qualquer marca no corpo.
  • Albino – A ave albina é incapaz de produzir pigmento que dá cor às outras aves. O corpo é branco e os olhos são vermelhos.
  • Rubino – Canários de cor vermelha, mas com olhos também vermelhos.
  • Opalino – O factor opala faz com que a ave apresente cores mais pálidas. Manifesta-se de forma diferente nas aves: nos canário o pigmento castanho é praticamente eliminado, nos periquitos, a cor amarela é substituída pela cor azul.
  • Mosaico – Não existem muitas espécies de aves que tenham presentes este factor. O canário é uma das excepções. As aves têm um fundo branco com algumas zonas de cor espalhadas pelo corpo.

Existem não só mutações de cor, mas também de forma. O processo para a criação destas aves é o mesmo. Mais uma vez os canários são um bom exemplo. O canário de Yorkshire é o maior entre os canários de forma e chega a medir 17 cm. No outro extremo temos os canários anões, tais como o canário anão espanhol com 12 cm. Pegando noutra ave, como o Periquito podemos observar várias variedades no que diz respeito à crista.

Com o desenvolvimento da avicultura e os criadores mais atentos às singularidades dos seus pássaros só podemos esperar novas cores, padrões e formas… muito brevemente.

Originalmente publicado na Arca de Noé: Fonte
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