Plantas para aquários

Plantas para aquAs plantas aquáticas são mais do que um complemento nos aquários. Para além de darem vida e cor ao aquário, também cumprem funções importantes, tais como oxigenar a água, fornecer abrigo aos alevins e aos peixes mais tímidos e funcionar como suporte para a postura de ovos. Ao tornarem o ambiente do aquário mais natural e mais seguro, permitem que o stress dos peixes diminua, melhorando o estado de saúde destes animais.

A escolha e colocação das plantas num aquário é fundamental para criar um ambiente equilibrado, sem prejudicar a mobilidade dos peixes e sem reduzir a vista do interior do aquário.

Plantas rasteiras

As plantas colocadas junto ao vidro frontal e no centro do aquático devem ser plantas baixas para que não interfiram com a visibilidade do aquário e que permitam aos peixes nadar à vontade. As plantas devem assim ter 10 cm no máximo.

Geralmente este tipo de plantas tem a particularidade de crescer como um tapete no aquário, alastrando-se para os lados e cobrindo o fundo. São também boas opções para preencher locais vazios resultantes do resto da decoração, tais como a colocação de rochas.

Um dos exemplos mais conhecidos deste tipo de plantas é o Musgo de Java, Vesicularia dubyana. Com a mesma funcionalidade encontramos também a Eleocharis parvula ou a Eleocharis acicularis, um pouco mais longa.

Plantas altas

As plantas altas devem ser colocadas junto aos vidros, funcionando como painel de fundo do próprio aquário e abrigo aos peixes que vivem a meio ou junto ao topo do aquário.

Um exemplo deste tipo de plantas é a Amazonense, Echinodorus amazonicus. Também bastante popular é a Bacopa monnieri.

Plantas intermédias

Se procurar um ambiente mais cuidado pode fazer a transição entre as plantas rasteiras e as plantas mais altas utilizando plantas de comprimento médio. Estas plantas tanto podem servir de acento numa das extremidades do aquário como podem rodear a vegetação mais rasteira.

Exemplo destas plantas são algumas do género Anubias: Anubias afzelii, Anubias nana, Anubias barteriou e Anubias barter ou então os também populares Hygrophila difformis e o Feto de Java, Microsorum pteropus.

Plantas flutuantes

As plantas flutuantes são uma óptima forma de criar zonas de sombra no aquário e fornecer abrigo no nível superior do aquário. São geralmente plantas de crescimento rápido, que podem ter de ser retiradas para que não cubram a totalidade do aquário. Alguns peixes que se alimentam destas plantas, como por exemplo o Peixe Dourado, podem fazer esse controlo por si.

As Lentilhas de Água, plantas da família Lemnaceae, são bastante utilizadas em lagos. Em aquários, a Riccia fluitans é bastante popular.

Plantas para iniciantes

Existem plantas mais resistentes do que outras, suportando maiores variações de PH, dureza da água e iluminação. A escolha é ampla e as plantas mais indicadas para iniciantes são:

  • Elódeas, sendo a Elodea canadensis uma das mais comuns;
  • Plantas do género Egeria
  • Hygrophila polysperma e Hygrophila difformis
  • A grande maioria das espécies do género Vallisneria
  • Samambaia d’Água, Ceratopteris thalictroides
  • Amazonense, Echinodorus amazonicus
  • Feto de Java, Microsorium pteropus
  • Bananinha, Nymphoides aquaticum
  • Plantas do género Crinum
  • Ceratophyllum demersum

Convivência com peixes

As plantas devem ser adequadas ao tipo de peixe, o que implica também serem adequadas ao tipo de água. A temperatura, o PH, a dureza da água e ainda o grau de salinidade são factores a ter em conta quando se escolhem as plantas e os peixes.

A maioria das plantas aquáticas pode ser mantida entre 6,5 e 7,5 PH e entre 4 e 12 dH. Embora existam excepções e é sempre conveniente consultar as necessidades específicas de cada planta. A água deve ser sempre límpida.  

Para além disso, deve-se procurar saber quais as plantas mais adequadas para o tipo de comportamento do peixe. Peixes mais agressivos, que têm tendência a mordiscar as plantas devem ter plantas de folha dura no aquário.

Também as características físicas dos peixes são importantes. Os peixes com barbatanas longas e zonas mais sensíveis devem ser juntos com plantas de folha mais fina e suave. Já os peixes mais pequenos/tímidos dão-se melhor com plantas de crescimento rápido que lhes forneçam abrigo.

Iluminação

As lâmpadas fluorescentes que vêm nos kits de aquários raramente são adequadas para a manutenção de plantas naturais. Hoje em dia já existe uma oferta variada no tipo de lâmpadas disponíveis no mercado.

As lâmpadas devem seguir o ciclo diário do sol, ou seja devem estar ligadas entre 10 a 14h por dia, conforme a estação do ano.

A intensidade e cor das lâmpadas deve ser ajustada à necessidade das plantas e dos peixes que devem ser coincidentes para que consigam partilhar o mesmo aquário.

Fertilizantes e outros suplementos

Os fertilizantes compostos de nitrogénio não são necessários num aquário em ciclo. Isto porque os peixes produzem matéria orgânica suficiente que é aproveitada pelas plantas como fertilizante. Se o aquário estiver a ficar demasiado estéril para as plantas, existem produtos alternativos cuja função é facilitar a absorção da matéria orgânica pelas plantas. Outros suplementos são necessários para o crescimento das plantas tais como ferro, magnésio, zinco cálcio, por exemplo. Estes micro-nutrientes devem ser dados em pequenas quantidades e de acordo com as necessidades de cada espécie.

As plantas necessitam de oxigénio e dióxido de carbono para respirarem e realizarem a fotossíntese. Caso o aquário esteja equilibrado, os peixes fornecem o dióxido de carbono de que as plantas necessitam. Geralmente é necessário aparelhos que forneçam oxigénio em aquários plantados, tais como simplesmente uma bomba que estimule o movimento da água.

Plantas vs Algas

Existe o mito de que ter plantas naturais aumenta a produção de algas no aquário. Na verdade, as plantas competem com as algas pelo mesmo alimento, o que faz com que as plantas naturais até atrasem o desenvolvimento das algas, consumindo alguns nutrientes que as algas usam para se desenvolverem.

Contudo, é comum existirem explosões de algas em aquários plantados. Isto deve-se sobretudo ao excesso de fertilizantes ou de luz, especialmente luz solar.

Fertilizantes com nitratos ou fósforo não são necessários em aquários com um número significativo de peixes. Os aquariofilistas não se devem contudo esquecer de que a presença de alguma quantidade de algas no aquário é normal.

Originalmente publicado na Arca de Noé: Fonte
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