Problemas nutricionais nos répteis: Doenças comuns

Problemas nutricionais nos rOs problemas nutricionais não são habituais nos répteis mantidos em estado selvagem, mas são comuns nos répteis de estimação. Não são só os vírus, as bactérias ou os parasitas que ameaçam a vida de um réptil de estimação. Muitos problemas de saúde advém de uma má alimentação. A boa notícia é que está ao alcance do dono prevenir o aparecimentos destas doenças, dando ao réptil uma dieta equilibrada ao seu organismo.Os problemas que surgem devido à má nutrição dividem-se em dois tipos: carência alimentar ou doses exageradas, tóxicas, de determinado alimento. Os répteis dividem-se em herbívoros, omnívoros e carnívoros. Todos os répteis estão susceptíveis de desenvolver os mesmos problemas se mantiverem uma nutrição desadequada, contudo há grupos de maior risco.

Répteis herbívoros

(Exemplos: Iguana Verde, Tartarugas terrestres)

Os problemas mais comuns nos répteis herbívoros estão relacionados com a falta de cálcio ou vitamina D. Hipotiroidismo, osteofibrose e raquitismo são algumas das doenças que mais acometem os herbívoros.

A falta de proteína é também um factor de preocupação. Esta carência provoca perda de peso
e músculo, diminuição da capacidade de cicatrização, entre outros. Para evitar recorrer a rações que podem causar o excesso de proteína na alimentação, os donos podem utilizar alfafa, feijão e soja para equilibrar a dose de proteína presente na dieta.

A falta de fibra, sobretudo nas tartarugas terrestres é uma das causas mais comuns para a diarreia crónica. Feno e ovos devem por isso estar presentes na dieta destes animais.

Répteis carnívoros

(Exemplos: Generalidade das cobras, varanos)

Os répteis carnívoros são fáceis de alimentar, já que uma dieta com base em presas inteiras não exige grande preocupação com percentagens de nutrientes. Problemas relacionados com uma alimentação desequilibrada são menos comuns em répteis com este tipo de dieta, desde que sejam alimentados com presas inteiras. Contudo, animais que não alimentados desta forma e que tenham o coração e o fígado de outros animais como alimentação base podem desenvolver carências vitamínicas ou excesso de proteína.

Nos répteis carnívoros alimentados com base em rações de outros animais, tais como a ração de gato, surgem frequentemente problemas relacionados com o excesso de proteína. Este excesso pode levar a um crescimento exacerbado do animal com consequências a longo prazo, como a gota intestinal. A gota intestinal é a formação de depósitos de sais úricos em qualquer órgão interno, o que em casos extremos leva à formação de paredes à volta dos órgãos, impedindo-os de funcionarem, causando assim a morte do animal.

Répteis Insectívoros

(Exemplo: Camaleões)

Um dieta com base em insectos é uma alimentação adequada para muitos dos répteis em cativeiro mas não é de todo uma dieta completa. A dieta dos répteis insectívoros deve ser suplementada com vitaminas e cálcio, caso contrário muitos problemas podem surgir, tais como a hipovitaminose. Cegueira, letargia e anorexia podem dever-se à falta de vitaminas.

Répteis omnívoros

(Aguns agamídeos, geckos diurnos e tartarugas semi-aquáticas)

Nos animais que se alimentam tanto de matéria vegetal como matéria animal, é mais fácil criar uma dieta diversificada e evitar problemas nutricionais. Contudo encontrar o equilíbrio no fornecimento da vitamina A parece ser o mais complicado. Nos répteis com este tipo de dieta, é comum tanto a falta como o excesso desta vitamina. Não é fácil distinguir entre a carência ou presença excessiva de vitamina A numa dieta, já que os sintomas evidenciados pelos répteis são bastante semelhantes nos dois casos: deterioração da qualidade da pele com o aparecimento de úlceras, por exemplo.

Sintomas

Um réptil com uma alimentação desiquilibrada não tem um aspecto saudável. Ossos proeminentes, letargia, apatia, perda de músculo, perda de peso, são algumas das alterações mais visíveis tanto a nível físico como comportamental.

Alguns problemas comuns

  • Caquexia – magreza. Consequência de uma dieta com poucas calorias
  • Obesidade – Resulta de uma dieta com excesso de calorias
  • Osteofibrose – Carência de cálcio e excesso de fósforo. Resulta de uma alimentação quase exclusiva de peixe, saladas verdes, entre outras.
  • Hipovitaminose A – Carência de vitamina A
  • Hipervitaminose A – Excesso de vitamina A
  • Lipidose hepática – Sobrealimentação ou carência de vitamina E. Resultado de uma alimentação rica em lípidos polisaturados.
  • Gota – Excesso de proteína ou insuficiência renal. Resultado de uma dieta rica em proteínas.

Outras precauções

Manter uma alimentação correcta não é suficiente. Nos répteis, o aproveitamento daquilo que foi ingerido depende muito dos factores ambientes: temperatura e humidade adequadas e exposição a raios UVB. Caso as condições do terrário não sejam adequadas, a dieta equilibrada acaba por não ser aproveitada pelo animal.

Originalmente publicado na Arca de Noé: Fonte
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